22.11.13

Resenha: O Temor do Sábio


O Temor do Sábio - Patrick Rothfuss
960 páginas


"Àquela altura da minha vida, eu ganhara uma reputação modesta. Não, isso não é totalmente verdadeiro. É melhor dizer que eu havia construído minha reputação."


Antes de qualquer coisa eu preciso avisar a vocês: não leiam as orelhas desse livro! O que acontece com as editoras (ou autores, não sei quem é o responsável por isso) que enchem as orelhas de spoilers?!
Desabafo feito, vamos à resenha!


O Temor do Sábio é o segundo livro da série A Crônica do Matador do Rei, a qual conta a trajetória de um garoto da trupe Edena Ruh que teve seus pais assassinados e precisou aprender a sobreviver sozinho.
Rothfuss continua narrando a história de Kvothe de forma magistral, começando do ponto onde parou em O Nome do Vento.

A Universidade...
Esse cenário, e aqui eu incluo Imre, continua sendo meu preferido.
Apesar de sentir como se a Universidade fosse uma Hogwarts para adultos, fica claro que o autor não se apoiou em nenhuma obra, conseguindo criar uma saga extremamente original. Esse lance de Hogwarts é mais porque eu, como boa pottermaníaca que sou, uso os livros de J. K. como base de comparação para tudo, e o que posso afirmar é que a história de Kvothe não deve em nada pra história de Harry.
Mas enfim, o que importa é que Kvothe, ao mesmo tempo que segue sendo um aluno cada dia mais brilhante, também continua com um talento incrível para arrumar confusão.
E é aí que entra o insuportável Ambrose, que mesmo aparecendo bem pouco, consegue causar certos estragos nos planos do protagonista.

Severin...
Aqui, nosso herói conhece o maer Alveron e sua amada Meluan. Gente, eu 'garrei' um ódio desses dois que vocês não acreditam... O maer porque é um burguês egoísta (se bem que dizer que um burguês é egoísta acaba sendo um pleonasmo, né...) e Meluan porque é uma riquinha mimada.
O que eu acho legal é que, assim como no primeiro livro, o autor não limita sua narrativa só à Universidade, o que acaba enriquecendo a trama.
Nesse arco acontecem muitas coisas interessantes, inclusive é a primeira vez que há um enfrentamento entre Kvothe e Denna, onde fica nítido o sentimento de frustração dele por alimentar essa paixão platônica.

A estrada do rei...
Apesar de a narrativa ficar mais lenta nessa parte, nada é em vão.
Rothfuss teve a perspicácia de deixar intrínseco nas lendas que são contadas nesse caminho certos ganchos para futuros acontecimentos. Portanto, preste atenção nos detalhes.
É aqui também que, em minha opinião, Kvothe desponta como herói.

Ademre...
Com certeza essa foi a parte mais chata do livro pra mim.
Tudo bem que é um dos momentos em que o protagonista mais aprende, mas achei que, pela primeira vez na série, a narrativa ficou arrastada e pouco atrativa.
Uma das coisas que menos gostei foi da 'linguagem dos sinais' que os ademrianos usam para demonstrar suas emoções. Sem dúvidas é uma linguagem bem construída, mas eu achei que o uso constante dela deixou o texto repetitivo.

Denna...
Continuo sem saber se gosto ou não dessa pessoa.
Acho impressionante a capacidade que Rothfuss tem de me fazer pensar 'ah, ela é um amor' pra na linha seguinte me fazer pensar 'não, ela é uma vaca'.
A forma que acontece o quase romance entre ela e Kvothe também é incrível. É muito legal ver que, mesmo muito mais experiente e maduro, Kvothe sempre será um menino atrapalhado perto de sua Denna.

Feluriana...
Aqui é onde nós separamos 'os menino dos homi' e, definitivamente, Kvothe fica no grupo dos 'homi'! E falo isso não só por causa de suas peripécias sexuais, mas também porque descobrimos que seu poder é maior do que imaginávamos (sem trocadilhos, por favor).
Também é nessa parte que conhecemos o Cthaeh, uma criatura que vê o futuro. Mas, será que devemos saber nosso futuro ou esse conhecimento é tão perigoso que pode desencadear grandes tragédias em nossa vida?

A hospedaria Marco do Percurso...
A história de Kvothe é contada em dois momentos: no passado, onde nos é mostrado os acontecimentos que o protagonista está narrando para o Cronista; e no presente, onde observamos o que está ocorrendo agora na vida do Edena Ruh.
Para mim, isso deixa claro que essa saga ainda está inacabada. É possível que haja muita coisa para acontecer depois que nosso herói terminar sua narrativa.
Além disso, claro, não posso deixar de falar de Bast, que é um dos melhores personagens dessa série. Ele é feroz, cuidadoso, inteligente, engraçado e misterioso. Acho que só perde para o Kvothe mesmo...

Para finalizar, preciso dizer que até o último capítulo eu tinha certeza de muitas coisas, mas depois do final que Rothfuss escreveu para seu livro, não tenho mais certeza de nada.
Agora é esperar o lançamento de The Doors of Stone (As Portas de Pedra, numa tradução literal)... Preciso dizer? Não vejo a hora!

14 comentários:

  1. Nunca comecei essa série porque acho gigante! ahauahuahua
    As pessoas sempre falam muito bem dela, mas cadê coragem de continuar?
    É igual as Cronicas de Gelo e fogo. Comecei mas nunca consegui acabar nem o terceiro livro.

    bjus
    terradecarol.blogspot.com

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    1. E olha que o terceiro é o melhor de Gelo e Fogo até agora! hehe... Eu viciei tanto nos livros do Martin como nesses do Rothfuss, e apesar de enormes, quando comecei não consegui parar até terminar todos!

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  2. Esse livro é muito bom, ainda melhor que o primeiro volume, recomendo demais.

    Samuka
    http://coupleliterario.blgospot.com/

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    1. Eu gostei mais do primeiro, mas tb amei demais esse!

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  3. Oie :)

    Nossa sua resenha ficou muito boa parabéns. Estou louco para ler essa série mas como dizem que ele vai lançar o terceiro volume só em 2015 irei esperar. Beijos!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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  4. Adorei a resenha Michelly, parece ser um livro interessante, mas estou meio receosa com as séries.
    ;)
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  5. Legal a resenha, eu comecei a ler o primeiro livro que peguei emprestado, mais acabei abandonando porque a historia não tinha me prendido até na pagina que tinha lido, quem sabe eu de uma segunda chance pro primeiro livro dessa saga.

    Blog:http://momentocrivelli.blogspot.com.br/

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    1. O primeiro livro é mais devagar até o Kvothe começar a contar a história dele, mas se vc persistir, depois não vai querer largar!

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  6. Mi, já comprei o primeiro livro, já sei que irei ganhar esse (Não é, Rogério Queiroz???) Kkkkkkkk!!!
    E agora é só furar a fila dos outros e pensar em lê-los o mais rápido possível.
    Sua resenha está maravilhosa, adorei!!! :)

    Beijos!

    Café com Leituras!
    http://cafecomleiturasneriana.blogspot.com.br

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    1. O Rogério é bonzinho assim??? Eu tb quero! kkkkkk

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  7. As últimas duzentas páginas achei sensacionais; eu não conseguia parar de ler. Além da excelente história criado pelo autor, acho que o maior diferencial da obra ter um nível de excelência tão alto é a escrita genial !

    bomlivro1811.blogspot.com.br

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