18.4.14

Resenha: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban


Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - J. K. Rowling
348 páginas


"Juro solenemente não fazer nada de bom."

 
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é o terceiro livro da saga do bruxo mais amado do mundo, inclusive por mim. Como no livro anterior, a narrativa começa durante as férias de Harry, que, para sua tristeza, está na casa de seus tios trouxas, tendo que fazer seus deveres escolares escondido e proibido de ter qualquer tipo de diversão. 
Para piorar sua situação, Guida, a irmã de tio Valter, chega à casa dos Dursley trazendo consigo toda a sua implicância com relação a Harry. Depois de ser muito provocado, o garoto não consegue controlar seus poderes e acaba transformando tia Guida em um balão, o que o faz fugir da Rua dos Alfeneiros na mesma noite, pegar o Nôitibus Andante e ir parar no Caldeirão Furado. Lá, Potter passa as melhores férias de sua vida, mesmo que seja só o restinho delas, e em um de seus passeios pelo Beco Diagonal, reencontra Rony e Hermione. 
Nesse meio tempo, espalham-se rumores de que Sirius Black, um seguidor de Voldemort responsável pela morte de vários bruxos, fugiu da prisão de Azkaban e tudo indica que ele está à procura de Harry.
Ao embarcar no Expresso de Hogwarts, o bruxinho conhece os dementadores, seres que o amendrontam mais até do que o bruxo que matou seus pais. Já no castelo, os alunos são apresentados ao seu novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Lupin, e pela primeira vez começam a aprender alguma coisa útil sobre essa matéria. Porém Lupin esconde um segredo, e Snape, que parece odiar Lupin tanto quanto odeia Harry, irá se aproveitar disso. 
No decorrer do ano, os boatos de que Sirius pode estar em Hogwarts aumentam, o que faz com que o clima no castelo fique cada vez mais tenso, até que chega o momento em que Harry faz descobertas chocantes sobre seu passado.

No terceiro volume da série Harry Potter, Rowling nos presenteia com mais uma história brilhante. Dessa vez, o clima de mistério impera, e pra quem lê pela primeira vez, a impressão de que Harry pode ser atacado a qualquer momento nos acompanha durante toda a narrativa. Quem é esse tal Black? Porque ele quer tanto encontrar Harry? Como ele conseguiu entrar no castelo tão fortemente protegido por magia? Essas e outras questões vão sendo respondidas ao longo da história, nos deixando mais e mais curiosos pelas próximas páginas. 
No meu caso, que já havia lido o livro, mesmo sabendo o que estava por trás do mistério envolvendo o prisioneiro de Azkaban, consegui sentir a tensão, como se um monstro se escondesse em cada curva de um corredor de Hogwarts, pronto para atacar os alunos desavisados, principalmente se esse aluno fosse Harry. 
Meu livro preferido da série é O Cálice de Fogo, mas nunca parei pra pensar qual era meu segundo lugar. Agora, depois de reler O Prisioneiro de Azkaban, posso afirmar que ele é o segundo livro que mais gosto dessa saga.

Mais uma vez, somos apresentados a novos objetos mágicos que nos faz arrancar os cabelos por eles não existirem de verdade. O que a gente não poderia fazer com o Mapa do Maroto, hein?! Sério, depois da Capa da Invisibilidade, é meu segundo objeto mágico preferido! E o Vira-Tempo que Hermione ganha da professora Minerva? Acho que essa seria a solução perfeita para os leitores fanáticos que nunca têm o tempo que queriam disponível para ler... 
A história também cedeu lugar aos animais estranhos e encantadores que Rowling cria especialmente para o mundo de Harry, como o hipogrifo Bicuço, que já me conquistou só pela surra em Malfoy! 
Também tenho que falar sobre os personagens, cada vez mais bem construídos. Sirius Black é complexo, sombrio e acolhedor, ao mesmo tempo. A história criada sobre ele é muito interessante e mostra como Rowling tem o dom da criatividade e, claro, da escrita. Também senti um amadurecimento em Harry, que de acordo com que vai conhecendo sua história, vai tomando para si a responsabilidade que é ser o menino que sobreviveu. Outro que gosto muito é de Lupin, que acrescenta ainda mais mistério na trama graças ao fato de esconder um segredo. 
O desfecho, como sempre, foi perfeito. A trama central foi, de certa forma, resolvida, porém a autora deixou pontas soltas suficientes para atiçar a curiosidade dos leitores sobre a continuação.

Não é atoa que Harry Potter tornou-se esse fenômeno mundial, pois, somado à história interessantíssima, a escrita de J. K. amadurece juntamente com seu protagonista.
 

2 comentários:

  1. Foi a partir desse livro de Harry Potter que eu comecei a gostar mais da história e ficar viciada nesse universo, quando eu era adolescente. Acho um dos melhores, junto com a Ordem da Fênix,mas é gosto pessoal. No fundo, todos os 7 são bons!

    Beijos,
    Nereida
    agua-marinha.net

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    Respostas
    1. São mesmo, Nereida! É difícil encontrar alguém que não goste e HP, né?!

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