6.5.14

Semana Especial Adaptações Literárias #5

Engana-se quem pensa que só há boas produções inspiradas em livros estrangeiros. Existem também vários filmes brasileiros que são ótimas adaptações de livros nacionais, e esse post vai te apresentar alguns dos que eu mais gosto.


O Auto da Compadecida é, sem sombra de dúvidas, o meu filme nacional preferido. Ele foi baseado no livro homônimo de Ariano Suassuna, e conta ainda com elementos de outras peças do mesmo autor. Lançado em 2000 e dirigido por Guel Arraes, o filme narra a história do mentiroso João Grilo e do covarde Chicó. Pobres e sobrevivendo de pequenos golpes, os dois acabam se envolvendo em uma confusão com o mais temido cangaceiro da região, Severino de Aracaju. Além disso, Chicó precisa driblar o pai de sua amada Rosinha para que eles possam viver seu amor em paz. O Auto da Compadecida é uma produção que mistura drama e comédia de uma maneira deliciosa, além de abordar aspectos culturais e religiosos do nordeste do Brasil.

Não li o livro - shame on me - mas sempre que vou a uma livraria fico namorando ele. Qualquer dia não resisto e compro, aí eu conto pra vocês o que achei (apesar de já saber que vou adorar).


Outro filme nacional que fez um enorme sucesso foi Tropa de Elite, dirigido por José Padilha e inspirado no livro Elite da Tropa. A produção traz Wagner Moura no papel principal e mostra a violência urbana no Rio de Janeiro em contraste com as operações realizadas pelo BOPE e pela Polícia Militar. Tropa de Elite também foi responsável por levantar diversas discussões de cunho social, como, por exemplo, sobre a culpa dos usuários de drogas pelo fortalecimento do tráfico e a corrupção dentro da polícia.

Li o livro há um tempão, assim que assisti ao filme e gostei. Mas gostei mais do filme.


Quincas Berro d'Água foi lançado em 2010, com direção de Sérgio Machado, e trata-se da adaptação da famosa obra de Jorge Amado, A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água. O filme conta a história das duas mortes de Joaquim Soares da Cunha, carinhosamente apelidado de Quincas Berro d'Água. A primeira morte ocorre de causas naturais, levando a família a providenciar seu velório. Mas, durante o velório, seus amigos resolvem levar o defunto para uma última noite de boêmia que acaba resultando em sua segunda morte. Muito divertido e com ótimos atores, esse é outro filme nacional que gosto bastante.

Nunca li o livro e, sinceramente, não tenho vontade de ler. Ainda mais tendo em vista que eu já sei tudo o que acontece, aí que perde a graça mesmo.


A mais nova entre as adaptações citadas nesse post é O Tempo e o Vento, lançado em 2013. Já a série que o inspirou, escrita por Érico Veríssimo, não é tão nova assim, já que teve seus volumes lançados entre os anos de 1949 a 1961. Dirigida por Jayme Monjardim, a produção narra a trajetória das famílias Terra e Cambará durante 150 anos. Fiquei encantada, não só com a história, mas com as imagens belíssimas que aparecem no filme, deixando clara a preocupação da equipe em fazer um trabalho de qualidade.

Também não li a série literária, mas ela é uma das obras mais elogiadas da literatura brasileira, chegando a ser considerada a mais importante do Rio Grande do Sul.


Agora, fiquem a vontade pra comentar sobre essas e outras adaptações cinematográficas brasileiras!

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