6.6.14

Resenha: A Escolha


A Escolha - Kiera Cass
352 páginas


"- Amarei você até meu último suspiro. Cada batida do meu coração é sua. Não quero morrer sem que você saiba disso." 


Eu estava tão ansiosa pela chegada de A Escolha que assim que tirei o livro do pacote, o devorei de uma vez, numa sentada só. Depois que terminei percebi que seria praticamente impossível resenhá-lo sem revelar spoilers, ainda mais levando em consideração minha empolgação por ter gostado tanto do final, então resolvi fazer um apanhado geral do que esse livro reserva para seus futuros leitores... Sendo assim, podem continuar lendo sossegados porque eu não vou estragar as surpresas que Kiera preparou, ok?!

America, que no final de A Elite decidiu lutar pelo amor de Maxon, continua no castelo como uma das quatro finalistas da Seleção. Mas não é só ela que está empenhada em ser a escolhida. Celeste, Elise e Kriss também não pretendem abrir mão do príncipe, ou da coroa, dependendo da intenção de cada uma, o que torna as coisas um pouco mais difíceis para Meri.
Além disso, a revolução começa a ficar cada dia mais perigosa, e agora os rebeldes do sul têm um plano para fazer com que a Seleção seja cancelada, colocando a vida dos familiares das selecionadas em risco.
Com sua família correndo perigo, a disputa ficando mais acirrada e o Rei Clarkson em seu encalço, America ainda terá que lidar com a indecisão de Maxon e a presença de Aspen. Nesse ínterim, várias perguntas vão se formando: quem America irá escolher? E mais importante: por quem ela será escolhida?

Kiera realmente me surpreendeu com o desfecho que deu para sua história, não por ter criado nada mirabolante demais, mas porque me ganhou pela simplicidade.
Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o amadurecimento de seus personagens, muito bem-vindo, por sinal, começando pela protagonista.
America passou da escala quase-pior-que-Bella-Swan pra até-que-gosto-dela. A infantilidade e a indecisão que tanto me irritaram ficaram para trás. A America que vemos nesse livro continua impulsiva e sem noção de hierarquia, mas também está mais realista e sabe o que quer, apesar de sempre manter um plano B. Sobre o plano B, aliás, tenho uma coisa pra falar... É errado? É. Mas quem nunca? Entendedores entenderão Sendo assim passei a nutrir uma certa simpatia pela protagonista.
Já Maxon começou me irritando e se mostrando um belo de um galinha. Tudo bem que a Seleção era pra ele escolher sua futura esposa, mas precisa ficar se esfregando em todas? De qualquer forma, com o passar das páginas, ele foi me reconquistando e torci por ele até o final.
E enquanto Maxon me mostrava seus defeitos, Aspen me mostrava suas qualidades. Qualidades que inclusive o fizeram subir no meu conceito. Se antes eu não tinha dúvidas de qual dos dois eu escolheria, agora já perderia uns 10 minutos pensando - mas no final continuaria escolhendo Maxon mesmo.

Os outros personagens também desempenharam papéis muito importantes na história. Duas outras selecionadas, inclusive, me surpreenderam bastante. Confesso que uma dessas surpresas foi meio mal explicada, tanto porque eu não acredito que alguém mude tanto assim da noite pro dia. Ou talvez só me falte um pouco de fé na humanidade...
Teve a adição de membros dos rebeldes, o que foi muito importante pra nos dar uma visão melhor do que estava acontecendo fora da segurança - ou não - do castelo.

Esse livro, aliás, trabalhou bem mais a parte distópica que os outros dois. É fato que Kiera não é adepta de sangue jorrando, mas teve uns respingos aqui e ali, o que é importante numa história desse gênero. As lutas, mesmo que breves, tiraram a cara de romance conto de fadas que a trilogia tinha, eu eu adorei.
Houveram algumas mortes inesperadas, uma delas, por sinal, tive que ler três vezes pra ter certeza de que tinha entendido certo. Ao contrário do que li em outras resenhas, não achei tais mortes tão desnecessárias, mas entendi que a narrativa precisava desses picos de tensão para despertar a emoção dos leitores.
O final foi incrível, mas muito rápido. Quando a coisa toda explode e cabeças começam a rolar, as páginas passaram voando, não só por serem bem escritas, mas por terem sido poucas mesmo. Acho que a autora poderia ter desenvolvido melhor aquela situação, mas de qualquer forma, adorei a tensão criada, adorei o final dos personagens - não de todos, mas de forma geral foi bacana - e adorei o fato de não ver mais uma série amada ter seu final destruído por uma autora enlouquecida querendo chocar seus leitores a troco de nada (sim, isso foi pra Veronica Roth mesmo).

A Escolha foi muito mais que a escolha de Maxon. Foi também a escolha de America, a de Aspen, a de Celeste, a da Rainha Amberly e de todos os outros personagens que se viram diante de uma questão a ser resolvida. Foi a escolha entre se entregar ou continuar lutando, entre reprimir suas vontades ou ir atrás de seus objetivos. E o mais importante, a escolha da hora certa pra dizer "eu te amo".

4 comentários:

  1. Você me levou a entrar em nostalgia! Sim, eu concordo que a simplicidade de Kiera se revelou numa leitura empolgante e cheia de sensações, mas também achei errado a falta de explicações e das coisas que aconteceram da noite pro dia! Claro que Cass acertou em cheio não ir na direção daqueles autores que no último livro querem chocar.. e foi a primeira vez que vi no último livro, a personalidade de escrita do primeiro... Parabéns

    Gabryelfellipeealgo.blogspot.com
    El Costa - Confins Literários

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    Respostas
    1. A parte que achei meio mal explicada foi a batalha do final... Mas eu tenho esperança de que Kiera narre aquela parte do livro pelo ponto de vista de alguém que estava lá, como a Rainha, por exemplo, num próximo conto. Vamos aguardar, né?! hehe

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  2. O final deixa um gostinho de "quero mais" né?

    Amo essa saga *-*
    http://maisumleitor.wordpress.com/

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