11.7.14

Resenha: Harry Potter e o Cálice de Fogo


Harry Potter e o Cálice de Fogo - J. K. Rowling
583 páginas


"Um zunido, e uma segunda voz que arranhou o ar da noite:
- Avada Kedavra!"


Começamos Cálice de Fogo conhecendo a história do jardineiro dos Riddle, a qual nos é apresentada através de um sonho - muito realista, por sinal - de Harry, que, inclusive, acorda com a cicatriz doendo. Apesar desse pequeno contratempo, as férias do bruxo seguem de uma forma até tranquila, já que os Dursley o autorizaram a manter contato com seus amigos, graças ao medo que sentem do padrinho de Harry, Sirius Black. E foi por esse mesmo motivo que eles o deixaram ir à Copa Mundial de Quadribol, acompanhado dos Weasley e de Hermione. 
Lá, o jogo transcorria bem até que um grupo de Comensais da Morte resolvem assustar os trouxas da região, tumultuando o evento e conjurando a Marca Negra. Mais uma vez, adivinha quem estava no centro da confusão? Isso, Harry Potter... 
Passado o susto, Potter passa os últimos dias de suas férias na Toca, até que, enfim, chega a hora de embarcarem no Expresso de Hogwarts para dar início ao seu quarto ano letivo.
Logo na chegada, os alunos recebem a notícia de que serão anfitriões de uma competição mortal entre as três maiores escolas de magia e bruxaria da Europa - Hogwarts, Beauxbatons e Durmstrang - chamada de Torneio Tribruxo. Cada escola terá seu campeão eleito pelo Cálice de Fogo, sendo que só os maiores de 17 anos poderão participar.
Para representar Hogwarts, Cedrigo Diggory; em nome de Beauxbatons, Fleur Delacour; e competindo por Durmstrang, Vítor Krum. Porém, o Cálice, de repente, cospe outro nome: Harry Potter. Ninguém sabe quem colocou o nome do garoto entre os candidatos, e muito menos por qual motivo, mas o fato é que depois de sorteado, o aluno é obrigado a participar do Torneio. Ou seja, não tem pra onde Harry correr...
A partir daí, nosso amado bruxo terá que se preparar para as três provas que acontecerão durante o ano letivo, além de continuar frequentando as aulas, lidar com uma crise em sua amizade com Rony, aguentar a hostilidade de alguns alunos que acreditam que ele roubou para participar do Torneio e se apaixonar pela primeira vez.

A partir daqui tenho que controlar minha vontade de contar detalhes sobre cada prova que os campeões têm que cumprir, porque é uma mais legal que a outra e eu não quero estragar as surpresas pra quem ainda não leu o livro. Mas já fiquem sabendo que foi uma delícia conhecer cada etapa do Torneio Tribruxo, assim como foi igualmente incrível reviver esses momentos. As provas são criativas e realmente mortais. Inclusive, é nesse volume que J. K. dá o pontapé inicial à matança generalizada que virá daqui pra frente. Uma morte desse livro, por sinal, é bastante chocante e inesperada.
A escrita está cada vez melhor e mais madura, assim como a personalidade dos personagens vem sendo moldadas de forma magistral. Acredito que os três primeiros volumes foram responsáveis por nos familiarizar a Hogwarts aos poucos, e agora que já nos sentimos em casa, a autora vai começar a aprofundar as relações, sejam essas de amizade ou de amor. Um ótimo exemplo dessa mudança de foco da narrativa foi a forma nada superficial que se desenvolveu a crise na amizade entre Harry e Rony.
Dois importantes personagens foram introduzidos na trama. O primeiro deles foi o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, Alastor Moody, mais conhecido como o famoso Auror, e um tanto desequilibrado, Olho-Tonto Moody. O segundo foi a jornalista Rita Skeeter, e o termo "insuportável" define bem essa gracinha de pessoa.
Outro ponto que merece destaque é a paixonite - a primeira! - de Harry Potter. E também a primeira decepção... E também o florescer de um amor que vai custar a deslanchar: Hermione e Rony.

O que mais gosto nesse livro é que, como se não bastassem as provas eletrizantes do Torneio, Rowling criou vários pontos de tensão que nos deixam grudados na história, incapazes de parar um minuto que seja. Percebemos uma preocupante ligação entre Harry e Voldemort, que se mostra cada vez mais forte, tentamos desvendar o mistério sobre quem colocou o nome do bruxo no Cálice de Fogo e qual é a verdadeira razão por trás disso, e, por fim, somos surpreendidos com um final eletrizante e que define o rumo da saga.
A cada releitura de Harry Potter que faço percebo como foi acertada essa minha decisão de reviver uma das minhas histórias favoritas, e essa foi mais uma releitura super prazerosa.
Como O Cálice de Fogo é meu preferido da série, confesso que já reescrevi essa resenha umas três vezes, só que ela nunca parece boa o suficiente. Mas é assim mesmo... Não conseguimos definir perfeitamente aquilo que mais amamos, portanto é impossível definir essa saga. Basta dizer a vocês que eu amo Harry Potter, amo J. K. por ter criado esse mundo e amo o fato de poder revisitá-lo quantas vezes eu quiser. Por isso que eu digo: Harry é muito amor!

4 comentários:

  1. Oi Michelly :)

    HP é realmente magnífico. A série é fantástica e eu sou muito fã. Beijos!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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    1. Logo logo tem uma surpresa envolvendo HP aqui no blog, Gabriel! :)

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  2. Sou mega fã de HP, já reli os livros quatro vezes e nunca me canso, sempre descubro algo novo. O Cálice de Fogo é um dos meus preferidos (na verdade não consigo escolher só um para ser preferido) acho incrível tbm as provas pelas quais eles passam, que assim como vc disse, nos deixam presos na história.
    ótima resenha!
    Beijo!
    http://booksmanybooks.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. Obrigada, Pat! É incrível como a gente nunca se cansa de ler HP, né?!

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