15.8.14

Resenha: Lola e o Garoto da Casa ao Lado


Lola e o Garoto da Casa ao Lado - Stephanie Perkins
288 páginas


"Estou discutindo sobre o Max com a Lua, porém é extremamente insatisfatório. Seus raios lançam uma estranha luminescência sobre a janela de Cricket." 


Acho que já é de conhecimento geral que eu não sou adepta de muita melação, mas isso não signica que eu não goste de um pouco de romance nos livros que leio. Se esse romance vier temperado com muito bom humor, aí fica perfeito! E é justamente isso o que Perkins consegue com seus livros, uma história cheia de momentos own que não passam nem perto do mimimi.

Em Lola e o Garoto da Casa ao Lado somos apresentados à protagonista Lola Nolan, uma garota cuja personalidade ímpar se reflete, inclusive, na forma de se vestir. Ela namora Max, um rapaz mais velho, integrante de uma banda de rock.
Lola tem três desejos na vida. O primeiro é entrar em seu baile de inverno vestida de Maria Joaquina. O segundo é que seus pais aprovem seu namorado. O terceiro é nunca mais encontrar com os gêmeos Bell.
Infelizmente esse último desejo mostrou-se impossível de ser atendido quando a família Bell mudou para a casa ao lado. Calliope, a filha, é uma patinadora famosa e possessiva com relação à seu irmão, Cricket. Esse, por sua vez, mora no alojamento da faculdade e passa os finais de semana na casa dos pais.
Lola se desespera ao ficar sabendo quem são seus novos velhos vizinhos e, para piorar a situação, Cricket vai logo procurá-la. A partir daí vamos sendo apresentados ao passado de Lola aos poucos e passamos a entender sua implicância com os Bell. Mas, ao mesmo tempo que a garota ama seu namorado e a vida que teria com ele, ela começa a reviver sentimentos do passado e se vê dividida entre o “astro” do rock e o garoto da casa ao lado.

Começando pelos personagens, adorei a originalidade de Lola. Ela não é daquele tipo de pessoa pseudo-alternativa, forçando a barra pra ser algo que não é. Pelo contrário, ela age tão naturalmente que passa longe de se tornar uma caricatura. Eu adoraria ser amiga dela!
Max dividiu minhas opiniões. No começo achava ele legal e atencioso, mas de acordo com que a narrativa foi evoluindo comecei a achá-lo mais frio. Nesse ponto, acredito que a autora quis dar uma antipatizada nele para que a simpatia dos leitores por Cricket aumentasse, mas achei essa atitude desnecessária. A mudança de personalidade do rapaz ficou incoerente, no meu ponto de vista.
Já Criket é o típico cara bonzinho, que perdoa tudo e espera pacientemente a garota dos seus sonhos se decidir entre ele e outro cara. Sério, Stephanie? Depois de criar o St. Clair, você me vem com um Cricket sem graça desse jeito?! Assim, eu gosto do Cricket porque é impossível não gostar de alguém tão fofinho quanto ele, mas “fofinho” não é bem o adjetivo que eu procuro num personagem masculino...
Anna e St. Clair fazem parte da história, mas aparecem apenas como amigos de Lola e Cricket, respectivamente. De qualquer forma foi bom ver que eles continuam adoráveis como sempre e, num livro que era pra ser do Cricket, o que posso dizer? Eu ainda quero St. Clair pra mim!
Outros personagens também têm destaque, como a gêmea chata dos Bell, Calliope; a amiga de Lola, Lindsey; a mãe problemática da protagonista e seus pais, que são um casal homossexual. Cada um tem sua função durante o desenvolvimento do texto, tendo sido todos eles muito bem colocados pela autora.

Com relação à escrita, Perkins continua ótima. O tom de conversa entre amigas de Anna e o Beijo Francês que tanto me agradou, continua em Lola. Ainda não conheci uma autora que retrate tão fielmente os dilemas da adolescência como ela faz.
O bom humor da narrativa é outra coisa que me prende à leitura. Adoro textos engraçados que me fazem rir ou que ao menos me deixem com um sorriso bobo no rosto, e esse é exatamente o caso dos livros de Perkins. Achei Lola menos engraçado que Anna, o que não significa que ele não tenha partes divertidas.
Apesar de considerar algumas coisas desnecessárias, como a mudança de personalidade, já citada, de Max, e o fato de Cricket saber fazer qualquer coisa - de um globo que reflete as fases da lua à um coque banana perfeito -, achei a leitura de Lola e o Garoto da Casa ao Lado muito gostosa e uma ótima fonte de distração. É o tipo de livro que vai agradar dos adeptos do romance aos da comédia, já que, como o próprio subtítulo diz, ele é a fórmula perfeita para a paixão e o humor.

6 comentários:

  1. Ou, Michelly! :)
    Eu não gostei tanto do livro. Achei Lola egoísta e contraditória. Ora dizia amar o Cricket, ora não sabia o que sentia... Muito "mimimi" pra mim. rsrs xD

    Mas, de uma forma geral, vale a leitura!
    Eu já gostei do Cricket. <3

    Bjs ;)

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    Respostas
    1. Mas pensa bem, Ana, ela tava confusa, achava que o Cricket tinha sido um babaca com ela... Tá bom, eu gosto dela e fico tentando justificar, mas ela foi um pouquinho egoísta sim...

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  2. Tenho muita curiosidade de ler esse livro mas ainda não consegui adiantá-lo em minha lista de leitura. Adora esse tipo de história, leve e divertida. Bjim, Mi.

    Tammy - Livreando

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    Respostas
    1. Leve e divertida mesmo, Tammy! Vc vai gostar!

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  3. Sou apaixonada por essa autora. Todos os livros dela são românticos e me fazem suspirar!
    Minha parte preferida foi o St. Clair e a Anna aparecerem na história! <3
    Beijos

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