11.10.14

News: Malala Yousafzai ganha o Nobel da Paz

Vocês devem ter ouvido falar de Malala, a jovem de apenas 17 anos que levou um tiro no rosto ao defender o direito das mulheres estudarem. O caso foi divulgado exaustivamente na imprensa do mundo inteiro, cabendo à Companhia das Letras lançar sua autobiografia no ano passado.


"Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, uma menina levantou a voz. Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela quase pagou o preço com a vida. Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã. Escrito em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb, este livro é uma janela para a singularidade poderosa de uma menina cheia de brio e talento, mas também para um universo religioso e cultural cheio de interdições e particularidades, muitas vezes incompreendido pelo Ocidente. “Sentar numa cadeira, ler meus livros rodeada pelos meus amigos é um direito meu”, ela diz numa das últimas passagens do livro. A história de Malala renova a crença na capacidade de uma pessoa de inspirar e modificar o mundo."
 
Eis que essa corajosa garota acaba de se tornar a mais jovem ganhadora do Nobel da Paz, dividindo o importante prêmio com o indiano Kailash Satyarthi, que luta contra a repressão de crianças e jovens e também pelo direito dessas de terem acesso à educação.
 
Outra boa notícia é que a Seguinte está preparando uma versão mais jovem de Eu Sou Malala, prevista para ser lançada em fevereiro de 2015. Já a Companhia das Letrinhas publicará Malala, a Menina que Queria ir para a Escola, voltado para as crianças e escrito pela jornalista Adriana Carranca.

Se você ficou interessado por esse exemplo de vida, pode ler mais sobre Malala aqui e aqui.

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