3.10.14

Resenha: Harry Potter e as Relíquias da Morte


Harry Potter e as Relíquias da Morte - J.K.Rowling
590 páginas


"Você é o verdadeiro Senhor da Morte, porque o verdadeiro senhor não busca fugir da morte. Ele aceita que deve morrer, e compreende que há coisas piores, muito piores do que a morte no mundo dos viventes."
 
 
Há algum tempo atrás, um furacão que atende pelo nome de J. K. Rowling nos conquistou com a história descompromissada de um bruxo órfão que vai estudar numa escola de magia e precisa lutar contra um vilão que quer matá-lo. Eis que esse bruxo descobriu a Pedra Filosofal, encontrou a Câmara Secreta, libertou o Prisioneiro de Azkaban, ganhou o Torneio Tribruxo, desvendou a Profecia, decidiu procurar as Horcruxes e nos mostrou que a sua história não era tão descompromissada quanto pensávamos.
E foi assim que, enfim, chegamos ao final dessa saga tão especial para muita gente, inclusive pra mim.

Harry descobriu que Voldemort dividiu sua alma e colocou cada parte em um objeto, chamados de Horcrux. Assim, a única forma de destruir Voldemort, é destruindo suas Horcruxes. Decidido a não colocar mais ninguém em perigo, o bruxo decide ir atrás desses objetos sozinho, porém é óbvio que seus amigos inseparáveis não deixarão isso acontecer. É dessa forma que Harry, Rony e Hermione partem em busca da destruição do Lorde das Trevas e consequente salvação do mundo.

Não vou falar mais sobre o enredo porque não quero dar detalhes pra quem ainda não leu o livro, portanto vamos às minhas impressões.
O último volume da série é bombástico, em vários sentidos. A guerra, que era velada, finalmente explode de vez e leva com ela muitos personagens queridos, e outros nem tanto assim. O melhor de tudo é que J. K. cumpriu tudo o que prometeu, ou seja, a expectativa pelo final acabou sendo superada.
Claro que tem coisas que eu mudaria, como o romance de Harry. Acho que, ou esse relacionamento deveria ter sido mais explorado, ou Harry deveria ficar com outra pessoa. Mas enfim, como já falei anteriormente, isso não é nada que desabone a obra como um todo.
A busca pelas Horcruxes marca o fato de Harry se agarrar a qualquer ponta de esperança que enxerga, e isso me fez ficar ainda mais compadecida por ele. É incrível como um garoto que enfrentou tantos percalços ainda consegue enxergar a luz no fim do túnel e lutar bravamente pelo que acredita. Esse é um dos motivos dele ser um dos meus personagens preferidos entre todos que conheço.

Dessa vez a narrativa não é ambientada totalmente em Hogwarts, já que o trio sai em busca das Horcruxes, e isso impôs uma dinâmica diferente daquela que estávamos acostumados. Muito bom ver que a aventura de Harry é tão boa fora quanto dentro da escola. 
As mortes acontecem em grande número, e cada uma vem acompanhada da sensação de soco no estômago. Foram muitas perdas? Foram. Porém, numa guerra, é isso o que devemos esperar.
Com relação aos personagens, o que mais me surpreendeu foi Snape. Confesso que eu sempre fiquei confusa com o que pensar sobre ele e durante toda a saga imaginei vários desfechos para o bruxo. Contudo, ainda assim, Rowling conseguiu me surpreender.
E depois de tanta ação, ainda somos brindados com um grand finale: o fatídico duelo entre Harry Potter e Voldemort. Um encontro digno da magnitude da saga. 
 
Relíquias responde todas as perguntas que ficaram em aberto, e nos deixa com um gostinho amargo de quero mais. É duro saber que acabou, mas foi muito bom ter feito parte dessa história.
Depois de reler os 7 livros da série, o mais incrível foi perceber que a emoção de mergulhar nesse mundo continua a mesma. Eu não gosto de ler sabendo o final, mas Harry Potter é uma exceção em minha vida. Percebi que posso reler essa saga quantas vezes quiser, e a cada vez vou amá-la mais e mais e mais... Sempre!

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