23.1.15

Resenha: A Cura Mortal


A Cura Mortal - James Dashner
368 páginas


"Sentindo o estômago revirar, levantou-se, sem conseguir abrir os olhos até começar a correr. Não podia se permitir ver o que havia feito com o amigo.
O horror daquele ato, arrependimento, culpa e loucura, tudo isso ameaçava consumi-lo, e os olhos marejaram de lágrimas ao se dirigir correndo à van."


Pois bem, enfim cheguei no que seria o último volume da trilogia Maze Runner. Depois James Dashner lançou um quarto livro, mas é em A Cura Mortal que o ciclo dos Clareanos se encerra. É um bom final? Não chega a ser tão bom quanto poderia – e quanto eu esperava –, mas é um desfecho razoável, onde nós conseguimos, pelo menos, as respostas mais importantes.

Thomas acorda num quarto totalmente branco e a única presença humana que vê é a mão que deixa suas refeições na porta. Depois de alguns dias, Tommy é libertado e levado até seus amigos. E é aí que os Clareanos e o Grupo B são informados de que poderão ter suas memórias de volta, cabendo a cada um escolher se aceita ou não a generosa oferta...
E isso é tudo o que vou dizer sobre o enredo, pra não dar spoilers. Portanto passo às minhas impressões.

Como disse logo no começo dessa resenha, não achei o final terrível, mas também penso que ele não foi desenvolvido como merecia. Foi só razoável, o que é meio decepcionante, principalmente se levarmos em conta as maravilhas que foram os dois primeiros volumes da série.
Logo no início, Thomas toma uma decisão importante relacionada ao seu passado, a qual não concordei, mas tudo bem, respeitei sua opinião e acreditei que essa escolha seria importante para o andamento da narrativa. Mas essa escolha acabou sendo a responsável por nos deixar sem respostas sobre a vida do protagonista antes do Labirinto, o que julgo ser uma falha grave do autor.
Sendo assim, nutri esperanças de que o quarto volume nos mostrasse o passado dos personagens, mas pelo que vi por aí, parece que o livro trata de uma história completamente diferente. Se for isso mesmo, Dashner perdeu uma ótima oportunidade de juntar todas as pontas que ficaram soltas e de deixar os fãs da saga mais felizes.

Quem é, afinal, a Chanceler Paige? Não sei. Qual é o verdadeiro nome dos garotos? Parece que desistiram de inventar que eles tinham outros nomes e deixaram por isso mesmo, pra ver se passava despercebido. Como o Fulgor foi disceminado? Em Prova de Fogo disseram que era por causa das explosões solares, já em A Cura Mortal explicaram duas coisas diferentes, o que me deixou meio WFT?!
Denver foi um ótimo cenário e eu consegui enxergar várias possibilidades de enredo ali, contudo, o autor não viu o mesmo que eu e a cidade acabou sendo mal aproveitada. Outra coisa que ficou sem muita função foi o Grupo B. Sinceramente, qual a importância desse grupo na história, além daquela partezinha lá no deserto?
Mas o mais importante entre as falhas que notei foi a falta de direção de Tommy e seus amigos no decorrer da narrativa. A impressão que tive é que eles queriam definir um objetivo, mas ficaram girando igual baratas tontas, sem realmente traçar uma meta. Isso fez com que algumas partes ficassem arrastadas, coisa que ainda não tinha visto na escrita de James Dashner.

Mas justiça seja feita! Houveram, sim, partes cansativas, contudo, quando eu começava a me entediar, o autor tirava seu coelho da cartola e vinha com cenas emocionantes de ação, sua especialidade. E isso é só um dos pontos positivos que enxerguei na trama. Falei dos negativos, tenho que falar dos positivos também, né?!
Portanto, outra coisa boa desse livro foi a sequência final eletrizante e desesperadora. Sabe aquela sensação de corre-que-não-vai-dar-tempo? Então, foi exatamente isso que senti. Adorei!
Como eu disse ali em cima, ficaram faltando algumas explicações, mas pelo menos as grandes respostas foram dadas. O objetivo do experimento, enfim, foi revelado, e eu achei muito bem bolado. E macabro.
Também houveram mortes de personagens muito importantes e todas tiveram uma motivação. Uma em particular foi sendo construída aos poucos, até que o inevitável acontece, de forma extremamente dolorosa e cruel. A sensação de nó na garganta nessa parte foi sufocante.

Por fim preciso falar sobre Brenda, que se tornou minha personagem preferida da trama. Apesar de gostar muito de Thomas, às vezes ele tinha umas atitudes tão estúpidas que me irritavam, enquanto Brenda agiu conforme acredito que eu mesma agiria numa situação daquelas. A partir do momento que ela decidiu ficar do lado de Tommy, a garota foi fiel, boa conselheira e não mediu esforços para que eles ficassem bem.
Ao contrário de Teresa, que foi fraca e traiu seu amigo de um jeito muito sujo. Você pode até me dizer que ela fez o que fez pelo bem do Thomas, mas acho que ela teria outras escolhas além de enganá-lo daquela forma. A Brenda, por exemplo, foi contra o CRUEL para ficar do lado dele, mesmo que isso representasse um risco para os dois.
O caso é que a Teresa aceitava de bom grado o cabresto imposto pelo CRUEL, enquanto Brenda é uma revolucionária. Pelo menos é essa a minha visão, mas claro que respeito quem pensa o contrário – fã-clubes da Teresa, não me matem!

Agora já tenho uma opinião formada sobre o CRUEL, mas não vou dizer o que penso porque não quero influenciar ninguém nem estragar nenhuma surpresa. Portanto, fica a pergunta pra quem chegou até aqui: CRUEL é bom?
 

10 comentários:

  1. Oi Michelly, tudo bem?

    Como eu disse, Prova de Fogo me decepcionou bastante. Ainda estou pensando se lerei ou não Cura Mortal, mas fiquei muito feliz que você gostou. A série deu certo com você. Beijo!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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  2. caraaaaaaaaaaacas, Milly!
    eu ainda não terminei de ler "A Cura Mortal", mas eu fiquei muito interessado pra chegar nesse final do "corre-que-não-vai-dar-tempo" e acabar chegando nas conclusões do "pra que?", "por que?" - quero saber quem morreu, se CRUEL é bom, e tals ?!? já que não vou saber muito sobre o antes de thomas :( - mas eu li uma vez que o autor estava, ou já fez, um livro que fala sobre a vida dos personagens antes da clareira.
    aaaaaaaaaah - ansiedade.


    gabryel fellipe - quimeras mirabolantes

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    Respostas
    1. Ordem de Extermínio conta o passado de um dos personagens. Mas é só um...:/

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    2. Vai ser the fever code
      Newt POV
      bem q agente merece saber mais

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    3. Sério que vai ter isso?! Eu AMO o Newt!

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  3. No final do livro eu tive a mesma sensação HUASHUS'
    Parecia que eu tinha parado de respirar, e só voltei ao normal quando eles passaram pelo transportal.

    Obs.: Também amo a Brenda.

    maisumleitor.wordpress.com

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  4. Gostei/AMEI muito dos dois primeiros livros, mais o terceiro eu não me decepcionei um "POUCO"...

    Não gostei do Thomas na Cura Mortal e fiquei muito triste com a morte de um dos meus personagens favorito, na vdd fiquei com muita raiva (tive vontade de socar o James Dashner) mais ok.... um dia um supero isso.

    E eu não gosto da Teresa e tbm não gosto da Brenda (Sou da equipe Newtmas kkkkkkkkkkk) mais tudo bem.


    Agora estou lendo a Ordem de Extermínio, e pra ser sincera, estou achando ele muito chato e parado, mais vamos ver se pro final as coisas melhoram.

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    1. Esse personagem que morreu tb era meu favorito, então eu te entendo Tainá! :)

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