20.2.15

Resenha: Ordem de Extermínio


Ordem de Extermínio - James Dashner
381 páginas


"Há uma senhora caída em outro canto, mas seu rosto desapareceu, substituído por pele derretida e sangue. Mark se sente como se estivessem no inferno."


Mark estava lá quando o sol explodiu. Como ele e Trina estavam no metrô naquele momento fatídico pra humanidade, conseguiram escapar de morrerem queimados, porém não escaparam de assistir de camarote pessoas derretendo e sendo fervidas na água escaldante que inundou os túneis.
Algum tempo depois, quando os efeitos nocivos do sol já estavam se abrandando, ele, Trina e um grupo de novos amigos conseguiram se estabelecer em um assentamento improvisado. Tudo ia bem até que um Berg sem nenhuma identificação chega atirando dardos e matando boa parte de seu grupo. Aqueles que não morrem ficam gravemente doentes e, aos poucos, acabam por apresentar claros sinais de loucura.
A partir daí, Mark e seus amigos sobreviventes partem em busca de um novo lugar, de respostas e de vingança.

Antes de ler, ouvi dizer que a história desse livro não tinha nada a ver com o resto da saga, porém, apesar de os personagens serem diferentes, há um velho conhecido nosso no meio deles, mas só descobrimos isso no final (ou quase, já que eu desconfiei um pouco antes).
Confesso ter pensado que esse prequel desvendaria algumas coisas que ficaram ocultas na saga, contudo, além da origem desse tal personagem, a única outra resposta que percebi foi sobre como se deu o início do Fulgor. E isso é muito pouco frente às perguntas que me fiz no final de A Cura Mortal.

Gosto da escrita de James Dashner, contudo acho que o desenvolvimento do terceiro livro sofreu uma queda de rendimento, e essa queda foi ainda mais acentuada nesse último volume. Fiquei entediada em determinados trechos, talvez pelo sentimento de que o percurso do grupo de sobreviventes foi esticado desnecessariamente. Pra mim, foi como se tivesse muito mais coisas interessantes para acontecer mas o autor optou por narrar centímetro por centrímetro da trajetória deles.
Dessa vez nem as cenas de ação conseguiram me prender de verdade. No início, tudo bem, fiquei curiosa e animada com o desenrolar da história. Mas depois, com aquele anda-anda-e-não-chega-a-lugar-nenhum, a leitura ficou cansativa, inclusive nas partes mais turbulentas.
Apesar disso, o desfecho compensa. Não pelos fatos em si, mas pela forma com que foi feita a ligação com os três primeiros volumes da saga. Não sei como posso me explicar melhor sem estragar as surpresas pra quem não leu, então prefiro dizer apenas que o livro pode ser definido como a história do passado de um dos personagens, mas só percebemos isso no final.

Com relação aos personagens, senti falta de uma diferenciação maior entre o grupo de Mark e o de Thomas. O tempo inteiro eu via Mark como Thomas, Trina como Teresa e assim por diante, sempre fazendo uma ligação entre os personagens dos primeiros volumes e os desse livro.
Mas sabe aquele tal personagem dos primeiros volumes que tem seu passado desenvolvido nesse livro? Pois então, ironicamente meu sentimento por essa pessoa agora foi totalmente o oposto do que era antes! E isso eu considero como um ponto positivo, pois fui surpreendida, e eu adoro quando algo assim acontece.

Ao contrário do que li por aí, não achei que esse foi o verdadeiro final da saga, tanto porque, mesmo não tendo sido completamente satisfatório, prefiro A Cura Mortal à Ordem de Extermínio. Entretanto, o autor acertou ao mostrar o nascimento do Fulgor e como as pessoas reagiram à ele sem saber direito do que se tratava. Foi um livro mediano, mas que eu não poderia deixar de ler depois de ter gostado tanto da história dos Clareanos. Apesar dos pesares, foi uma leitura que valeu a pena, que é o que importa no final das contas!

2 comentários:

  1. Não me pareceu o melhor livro..
    Mesmo pq, nos ultimos livros que li desse autor, quase dormi.
    Acho que vou tentar mais uma vez.
    Bjos,
    www.kyonacaron.com.br

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    Respostas
    1. Eu gostei bem mais do1º e do2º do que do 3º e do4º, Kyona,mas mesmo assim acho que vale a pena a leitura!

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