2.5.15

Ganhei um Nobel: Orhan Pamuk

Prêmio Nobel de Literatura 2006: Orhan Pamuk "que na busca pela alma melancólica da sua cidade natal descobriu novos símbolos para o choque e interligação de culturas".


Ferit Orhan Pamuk é um escritor turco conhecido apenas como Orhan Pamuk, nascido em Istambul no dia 7 de junho de 1952. Ele é professor de literatura da Universidade Columbia e seus trabalhos já foram traduzidos em mais de cinquenta línguas.

Pamuk é membro de uma abastada família burguesa a qual caiu em declínio, experiência que ele, inclusive, descreve em alguns de seus livros, como por exemplo O Livro Negro, O Senhor Cevdet e Seus Filhos e Istambul: Memórias e a Cidade. Estudou no Robert College da Turquia e ingressou no curso de arquitetura da Universidade Técnica de Istambul, o qual abandonou 3 anos depois, tornando-se, então, escritor em tempo integral. No ano de 1976 acabou por se graduar no Intituto de Jornalismo da Universidade de Istambul.

Em 1982, casou-se com a historiadora Aylin Turegen. Já que sua esposa era estudante da Universidade Columbia, foi permitido a Pamuk que visitasse a instituição. Em 1985 foi convidado para trabalhar nesta Universidade, onde permaneceu até o ano de 1988. O escritor usou esse tempo para realizar pesquisas que resultaram em seu romance The Black Book.

Ao retornarem a Istambul, em 1991, ele e Aylin tiveram uma filha a qual deram o nome de Rüya, que significa "sonho" em turco. Em 1995, Orhan publicou aquele que se tornaria um dos livros mais lidos na Turquia, Yeni Hayat. A consagração pela crítica veio em 1998, com Benim Adım Kırmızı, uma história onde fantasia e realidade andam de mãos dadas e em que o mistério, o amor e a reflexão filosófica se entrelaçam sobre o pano de fundo de uma Istambul do século XVI. Esta obra lhe deu o prestigiado International IMPAC Dublin Literary Award de 2003, além de outros dois prêmios.

Em 2001, Pamuk se divorcia de Aylin. Em 2006 é laureado com o Nobel de Literatura, tornando-se o primeiro turco a receber um Nobel.

Entre suas obras publicadas no Brasil estão Neve, Istambul:Memória e Cidade, Outras Cores, O Castelo Branco, A Maleta do meu Pai, A Casa do Silêncio, O Museu da Inocência, Meu Nome é Vermelho e O Livro Negro, todos pela Companhia das Letras.

Pelas críticas que vi por aí, ao pesquisar sobre o simpático escritor, seus livros são indispensáveis para os leitores em busca de qualidade de escrita e emoção. Se você já leu alguma das obras de Pamuk, me conte o que achou!

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