1.5.15

Resenha: A Pirâmide Vermelha


A Pirâmide Vermelha - Rick Riordan
445 páginas


"- Ah, não - falei, sentindo o pânico dominar meu peito. - Não, não, não. Alguém me traga um abridor de latas. Tem um deus na minha cabeça."


A Pirâmide Vermelha é o primeiro livro de As Crônicas dos Kane, série de Rick Riordan, autor também da aclamada saga de Percy Jackson. Dessa vez Riordan deixa a mitologia grega de lado e nos faz mergulhar de cabeça nos mitos egípcios, através da história de Carter e Sadie Kane.

Desde a morte da mãe, os irmãos Kane passaram a viver separados. Carter ficou com seu pai, Julius, um egiptólogo muito respeitado que vivia pulando de país em país. Graças a essa insconstância do pai, Carter não podia levar uma vida normal, como os outros jovens de sua idade. Ele não frequentava nenhum colégio e quase não tinha tempo de fazer amigos, por isso acabou se tornando um garoto mais introspectivo. Já sua irmã, Sadie, ficou com seus avós maternos em Londres, e só vê o pai e o irmão duas vezes por ano, nas visitas previamente combinadas. Ao contrário de seu irmão, Sadie é corajosa e temperamental, o que a faz invejar a vida de Carter, sempre cheia de aventuras e sem nenhum tipo de rotina. 
Mas tudo muda quando, ao tentar libertar deuses egípcios, o pai dos garotos é capturado por Set, um desses deuses. A partir daí começam as aventuras dos Kane a fim de salvar não só seu pai, mas o mundo inteiro.
Eu já havia lido Percy Jackson e, apesar de ter gostado muito da narrativa de Riordan, não achei a história tão espetacular quanto ouvi dizer que era. Na verdade, o que sempre quis ler desse autor era a história dos Kane, porém sucumbi ao apelo popular e li Percy primeiro. 
Quando resolvi, enfim, começar A Pirâmide Vermelha, achei que essa saga me agradaria mais, já que gosto mais da mitologia egípcia do que da grega, porém, apesar de ter gostado das aventuras de Carter e Sadie, a trama também ficou aquém do que eu esperava...
A escrita de Riordan continua muito agradável e fácil. A leitura flui e a narrativa nos proporciona momentos bastante divertidos. Claro, não tanto quanto Percy Jackson, que achei mais engraçado, mas dá pra dar umas risadas com os Kane também. 
A história é legal e criativa, porém achei o desenvolvimento um pouco superficial em alguns pontos. O conflito central, ou seja, a busca por Julius e por Set, é bem trabalhado; porém as tramas secundárias, que são as situações que os irmãos precisam enfrentar até chegar a Set, se resolvem muito facilmente pro meu gosto. No final das contas, o que me manteve interessada na leitura foi a curiosidade de saber como eles chegariam até o tal deus e se eles conseguiriam salvar Julius. 
Outra coisa que me incomodou nesse livro, e que me incomodou também em Percy Jackson, é o apego de Riordan pelos seus personagens. Não é que eu queira que todo mundo morra, mas há mortes necessárias para dar um tom mais profundo à história, e Riordan salva todo mundo das maneiras mais absurdas possíveis. E, se por acaso, alguém aparenta estar morto, pode saber que vai ter uma reviravolta mais pra frente e aquela pessoa vai aparecer viva (tipo The Vampire Diaries.. hihi). Eu, particularmente, acho isso muito chato, já que tira aquela sensação de frio na barriga que a gente sente quando algum personagem querido corre risco.
Até agora vocês devem estar pensando que eu odiei o livro, né?! Mas não odiei, e a prova disso é que dei 3 corujinhas. Só acho necessário dar minha opinião sincera sobre as obras que resenho, tanto porque eu sei que muita gente se baseia nas resenhas para decidir ler ou não um determinado livro.
Apesar de tudo isso que falei, A Pirâmide Vermelha é um livro muito bom para o que ele se propõe, e essa é a razão das corujinhas. As aventuras de Carter e Kane são simples para o que esperava, mas não posso negar que são ótima fonte de entretenimento. A narrativa de Riordan é fácil de ler, o que nos faz querer continuar até o final. E o melhor de tudo é descobrir detalhes da mitologia egípicia, que ficam muito mais interessantes explicadas por Riordan do que pelos livros didáticos da minha remota – diga-se de passagem – juventude. 
Se você espera uma história animada, com tiradas engraçadas e personagens estranhos, esse é o livro certo!

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