4.6.15

Ganhei um Nobel: Harold Pinter

Prêmio Nobel de Literatura 2005: Harold Pinter"que nas suas peças descobre o precipício sob o murmúrio do cotidiano e força a entrada nos quartos escuros da opressão".


Harold Pinter foi, além de um dos maiores dramaturgos do século XX, ator, diretor, roteirista e poeta. Nasceu em 10 de outubro de 1930, num bairro pobre de Londres, e dedicou parte de sua vida ao ativismo político. Também foi um dos grandes representantes do teatro do absurdo junto com Samuel Beckett e Eugène Ionesco.

Pinter era filho de judeus e começou sua carreira no teatro em meados da década de 1950. Ele foi um forte opositor às políticas belicistas do final do século XX, como no caso da invasão do Iraque em 2003, quando contestou as políticas de George Bush e Tony Blair. Colecionador de polêmicas, proferiu uma palestra na Conferência pela Paz nos Bálcãs contra o bombardeamento de civis pela OTAN na Sérvia.

Em 2001 Pinter incorpora-se ao Comitê Internacional na Defesa de Slobodan Milošević, presidente da Sérvia de 1989 a 1997. Em 2004 assina um manifesto por Milošević em 2004, não por considerá-lo inocente, mas questionando a independência do tribunal internacional que,segundo ele, era de "inspiração norte-americana", criado especialmente para julgá-lo.

Além de suas atividades políticas, o escritor é considerado um dos mais importantes renovadores do teatro moderno. O que é hoje chamado de estilo pinteresco, recebeu esse nome graças à influência de Pinter no teatro. Nesse estilo são criadas situações em que personagens normais, em suas vidas cotidianas, são colocadas repentinamente frente ao inesperado.

Pinter escreveu 29 peças, entre as mais reconhecidas estão Festa de Aniversário, O Porteiro, Traição e Volta ao Lar, todas adaptadas ao cinema. Entre seus roteiros para cinema mais reconhecidos está A Mulher do Tenente Francês.

Morreu em 24 de dezembro de 2008, aos 78 anos, vítima de um câncer.

O Nobel dado ao romancista, em 2005, foi um tanto controverso, visto que alguns críticos afirmaram que o motivo real da homenagem foram as posições pacifistas de Pinter, e não suas obras literárias. Contudo, cabe a cada um de nós lermos e analisarmos suas obras para tirarmos nossas próprias conclusões sobre o polêmico prêmio. Tão polêmico quanto a vida de seu laureado.

4 comentários:

  1. Oi Michelly, não conhecia o trabalho do Harold Pinter. Infelizmente a fama e o reconhecimento acaba vindo após a morte. Excelente post, vou procurar conhecer mais sobre ele.

    Beijos
    Paulinha
    http://penseira-literaria.blogspot.com.br/

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    Respostas
    1. É uma pena mesmo, Paula, às vezes a pessoas nem podem colher os frutos do que fez a vida inteira, né?! :/

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  2. Excelente história do Harold Pinter, belo artigo! Já tinha ouvido falar há algum tempo atrás mas nunca me aprofundei em buscar suas obras, quem sabe no futuro dê uma pesquisada melhor. Parabéns.

    Abraços.
    Um guarda-livros
    @rodolfosoares

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